A Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (ANIAM) é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que representa e defende os interesses da indústria e do comércio de armas e munições, contribuindo para formulação de políticas públicas que permitam o fortalecimento do setor no país e no exterior, e para criação e manutenção de uma Base Empresarial que contribua com a Defesa Nacional e com a Segurança Pública, visando à integração e consolidação da participação de seus associados na economia e no bem comum do Brasil.
O setor emprega mais de 70 mil pessoas, registra anualmente faturamento de cerca de R$ 13 bilhões e recolhe aproximadamente R$ 2,8 bilhão em impostos por ano.
Há mais de 5 décadas a associação promove o desenvolvimento da indústria brasileira de armas e munições, com o compromisso de atuar ao lado dos cidadãos na defesa dos direitos à liberdade e à legítima defesa.
A ANIAM mantém uma estrutura permanente de especialistas em diversas áreas (assessores parlamentares, jurídicos, técnicos, de imprensa/comunicação e outros) que atuam diariamente nas mais diversas frentes.
A associação realiza ações de divulgações e esclarecimento à população e aos órgãos oficiais sobre o setor. Além disso, com o intuito de transformar a sociedade por meio da educação, principalmente no que se refere à segurança e minimização dos riscos, a ANIAM produziu o gibi “Turma Legal” 5. A finalidade do gibi é passar às crianças, de um modo divertido, informações úteis para prevenção de diversos tipos de acidentes domésticos, dentre eles com armas de fogo, facas e, até mesmo, brincadeiras envolvendo pipas.
A ANIAM também atua nas mais diversas esferas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário para amenizar as incoerências da legislação brasileira, sempre na defesa dos direitos e interesses das pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao setor de armas e munições: caçadores, atiradores e colecionadores (CACs), policiais, militares, civis, indústrias, lojistas, entre outros.
A associação teve atuação no referendo sobre o comércio legal de armas e munições, em 2005. Tinha uma equipe de assessoria de imprensa, assessoria jurídica, uma agência de publicidade, além do trabalho do publicitário Chico Santa Rita. A ANIAM investiu R$ 5 milhões na campanha, incluindo pesquisas de mercado, quantitativas e qualitativas. Foram promovidos debates e seminários pelo Brasil para o esclarecimento da população. Também foi produzido todo o material publicitário e eleitoral da campanha distribuído nacionalmente, além do apoio à criação da Frente Parlamentar pela Legítima Defesa.
O resultado foi consagrado nas urnas e a maioria dos eleitores (63,94%), cerca de 60 milhões de brasileiros, rejeitaram a proibição do comércio de armas e munições. Desde então, a ANIAM continuou atuando para que essa conquista não fosse perdida, no sentido de mostrar a importância e a necessidade de respeitar a vontade do referendo popular e manter o direito à legitima defesa.
Também por conta de todo o trabalho realizado pela ANIAM, o Estatuto do Desarmamento foi aperfeiçoado ao longo do tempo para adequá-lo, pelo menos em parte, à vontade popular expressada nas urnas em 2005. Exemplo disso, foi o termo de cooperação assinado em 2009 entre a ANIAM e a Polícia Federal, que flexibilizou o procedimento e tornou possível o recadastramento e a anistia de milhões de armas, sem custo e sem burocracia para seus proprietários.