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Aniam
29/06/2020
RESULTADO DO 1T20 FOI PROVOCADO PELA ALTA DO DóLAR, DIZ PRESIDENTE DA TAURUS (TASA4)

RESULTADO DO 1T20 FOI PROVOCADO PELA ALTA DO DóLAR, DIZ PRESIDENTE DA TAURUS (TASA4)

No balanço do primeiro trimestre de 2020 divulgado nesta segunda-feira (29) a Taurus (TASA4) apresentou um prejuízo líquido de R$ 157,1 milhões. Entretanto, esse resultado ocorre mesmo se o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) somou R$ 45,4 milhões, apresentando alta de 17,9% nos primeiros três meses do ano, ante o mesmo intervalo do ano passado.

Além disso, a Taurus registrou também resultados positivos no fluxo de caixa (R$ 77,7 milhões) e teve um aumento considerável no lucro bruto (+11,8%) e na receita operacional líquida (+18,3%).

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) somou R$ 45,4 milhões, apresentando alta de 17,9% nos primeiros três meses do ano, ante o mesmo intervalo do ano passado. A margem Ebitda ficou em 15,2% no período, com queda de 0,1 ponto percentual.


No balanço do primeiro trimestre de 2020 divulgado nesta segunda-feira (29) a Taurus (TASA4) apresentou um prejuízo líquido de R$ 157,1 milhões. Entretanto, esse resultado ocorre mesmo se o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) somou R$ 45,4 milhões, apresentando alta de 17,9% nos primeiros três meses do ano, ante o mesmo intervalo do ano passado.

Além disso, a Taurus registrou também resultados positivos no fluxo de caixa (R$ 77,7 milhões) e teve um aumento considerável no lucro bruto (+11,8%) e na receita operacional líquida (+18,3%).

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O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) somou R$ 45,4 milhões, apresentando alta de 17,9% nos primeiros três meses do ano, ante o mesmo intervalo do ano passado. A margem Ebitda ficou em 15,2% no período, com queda de 0,1 ponto percentual.


Por isso, segundo o CEO da Taurus, Salesio Nuhs, é necessário analisar bem o balanço para não ficar apenas no resultado superficial. Segundo ele, a alta repentina do dólar nos últimos dias de março, provocada pelos efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus (covid-19), afetou os resultados da empresa.

Entretanto, segundo ele, no complexo o primeiro trimestre desse ano foi muito positivo para a fabricante de armas, com muitos indicadores que alcançaram recordes.

O que o senhor achou do balanço desse primeiro trimestre?

Eu acho que com esse balanço temos um desafio grande pela frente. Registramos de novo recordes em nossos números. O Ebitda foi recorde e nosso fluxo de caixa líquido também foi recorde.

Porém se olharmos apenas para o lucro líquido negativo não vamos entender direito o que houve nesse trimestre. E acabamos jogando fora todos os outros resultados que foram muto positivos.

O problema do lucro ocorreu por causa da supervalorização do dólar no final do trimestre, por causa dos efeitos da pandemia do coronavírus. Um resultado provocado 100% por causa do dólar.

Por isso tivemos como efeito um aumento de 33,4% da dívida, pois o dólar fechou o trimestre em seu maior pico da história. Assim como 70% das empresas que têm dívidas em dólares, também fomos penalizados.

Entretanto, no segundo trimestre teremos um benefício natural provocado pela mesma alta do dólar na receita.

Saiba mais: Taurus (TASA4) apresenta prejuízo de R$ 157,1 mi no 1T20

No geral posso dizer que os resultados foram para nós muito positivos e estamos bastante felizes. Estamos registrando recordes trimestre após trimestre e nossa gestão é bastante positiva.

Vocês fizeram hedges para se proteger de variações tão repentinas da cotação do dólar?

Não fazemos hedge pois nosso faturamento é dolarizado, então nosso faturamento é um hedge natural.

Cerca de 80% das vendas da Taurus foram no exterior, e os Estados Unidos se confirmam o primeiro mercado para a empresa. Como o Sr. enxerga a situação atual do mercado norte-americano?

Esse mercado está vivendo um momento muito positivo em termos de demanda. O índice que mede a procura de armamentos nos EUA (NICS), uma espécie de CPF americano que indica se um cidadão pode ou não comprar uma arma de fogo, aumentou 21% no primeiro trimestre em relação ao ano passado. Hoje estamos em sua maior alta histórica, superando até 2016, que foi o ano recorde absoluto na intenção de compra de armas nos EUA.
Normalmente as autoridades demoram uma hora para fornecer o NICS. Hoje, por causa da demanda, está demorando cinco dias para obter uma resposta.

E no Brasil, como está o mercado?

No Brasil as vendas estão muito aquecidas. O mercado doméstico aumentou 48,5% no primeiro trimestre desse ano. Existia um desejo muito reprimido no Brasil, apesar do resultado do referendo em 2005 onde o brasileiro ganhou o direito a legitima defesa, os cidadãos não lembravam desse direito pois a pergunta era muito capciosa.

Saiba mais: Taurus (TASA4) está preparadíssima para o futuro, diz presidente

Além disso, os governos de esquerda que se sucederam sempre foram totalmente contra armas de fogo, as autoridades eram totalmente contra.

Hoje se inverteu esse racional. E esse assunto armas de fogo está todo o dia na pauta dos jornais. O brasileiro tem uma tendência de compra muito parecida com a dos americanos. Hoje temos gente com 5-6 armas que compram pois gostam de ter armas, para colecionar, para se defender, para praticar tiro esportivo, etc…

No caso da demanda do setor público, o Sr. não acha que por causa do aumento dos gastos para fazer frente a emergência do coronavírus teremos uma redução das compras de armas por parte dos governos?

Eu acho que a demanda para a segurança pública é crescente e vai continuar sendo crescente. O mundo inteiro está preocupado com segurança pública, com defesa, etc.. O Brasil no passado era muito deficiente nessa área de investimentos. É evidente que todos os países, inclusive o Brasil, vão sofrer um pouco nessa pandemia. Teremos problemas nas verbas e na arrecadação.

Porém as verbas para a segurança pública já estavam previstas nos orçamentos dos estados e da União, então não deveria haver problemas.

Mesmo se haja uma queda na receita e seja necessário um redirecionamento na saúde, o governo vai precisar atuar na segurança pública. E hoje em todas as pesquisas sobre as prioridades para a opinião pública mostram como a segurança pública é a primeira ou a segunda prioridade para os cidadãos. Eu não tenho dúvidas que esses investimentos continuarão.

Qual a previsão para os resultados de 2020?

Não costumamos realizar previsões. Mas posso lhe dizer que em um trimestre aumentamos já sensivelmente a produção de nossas plantas, para atender a demanda aquecida vindo dos EUA e do Brasil. No Brasil passamos de uma produção de 3500 armas por dia para 5000 armas por dia. E nos EUA passamos de 750 armas por dia para mais de 1500 armas por dia em média no trimestre

Estamos registrando muitos sucessos com nossas armas. Vou fazer um exemplo: a pistola compacta G3C, uma evolução da G2C, que foi a arma mais vendida do mundo. Vendeu mais de 2 milhões e meio de unidades, a maior parte obviamente no mercado norte-americano.

Para ter uma ideia, quando lançamos o modelo em menos de uma hora acabaram os estoques nos EUA. Tinha gente fazendo filas fora das lojas. Foi uma cena parecida com as das filas de pessoas que aguardam a abertura dos Apple Stores para comprar os novos iPhones no dia do lançamento.

Em conclusão, o que posso dizer é que estamos mantendo um cronograma de lançamento de produtos bem agressivo para 2020. Nossa engenharia vai ser bastante forte em desenvolvimento de novos produtos e novas tecnologias. Essa foi uma determinação minha.

Mas os clientes nos EUA estão comprando armas da Taurus pela qualidade ou pelo preço? Pois com o real desvalorizado a empresa ganha muita competitividade no mercado norte-americano.

Nós somos a quarta marca mais consumida nos EUA, considerando os produtores de armas locais. Temos um binômio de qualidade e custo-benefício muito elevado. Graças a nossa gestão bastante agressiva em termos de produtividade e redução de custos, temos sem dúvida nenhuma o menor custo de armas do mundo. Não somos o menor preço, pois estamos buscando cada vez mais aumentar o valor agregado de nossa marca.

No caso da parceria anunciada com uma casa automobilística, o Sr. Pode adiantar algo?

Não posso por razões comerciais. Mas posso dizer que estamos bem avançados nisso, e a pandemia não atrapalhou. Espero que em um breve laço de tempo podemos anunciar essa parceria. A ideia é de produzir produtos em conjunto 100% no Brasil.

E no caso da renegociação das dívidas com os bancos, qual foi a razão que levou a Taurus a uma escolha dessa?

Esse o considero o grande feito do primeiro trimestre do ano. Nossa dívida era de um valor que estava prestes a vencer em junho. Procuramos os bancos e explicamos que não era o momento de fragilizar o caixa. Isso pois nossos fornecedores poderiam ter problemas de fluxo de caixa, e seria mais inteligente estar prontos para, eventualmente, poder fazer compras maiores e ajudá-los.

Saiba mais: Taurus (TASA4) renegocia dívida para evitar inadimplência com credores

Os bancos entenderam, e ao invés de fazer um desembolso grande e deixar o caixa frágil parcelamos a dívida até dezembro 2022. Mas hoje 40% da nossa dívida já está paga, por isso que os bancos aceitaram também. Além do fato que eles, evidentemente, confiam nessa gestão da Taurus.

Fonte: SUNO-SP - 29/06/2020 - WEB

 

 


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