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Aniam
24/05/2019

FILA DE ESPERA POR NOVAS ARMAS NÃO PARA DE CRESCER, DIZ PRESIDENTE DA TAURUS

Salésio Nuhs afirma que empresa está otimista com aumento de demanda no Brasil.

O presidente da Taurus, Salesio Nuhs, acaba de voltar de uma viagem aos Estados Unidos. Foi cuidar da transfer√™ncia de uma f√°brica da empresa de Miami, na Fl√≥rida, para o estado da Georgia. O movimento, segundo ele, vai duplicar a produ√ß√£o de armas no pa√≠s. Algumas delas podem ser enviadas ao Brasil, assim que o Ex√©rcito, no prazo de 60 dias, regulamentar o √ļltimo decreto que facilita o acesso √†s armas por aqui. Se antes a Taurus costumava vender apenas rev√≥lveres calibre 38 e pistolas .380, agora poder√° vender 12 tipos de calibre diferentes.

Segundo Salesio, quase 3 mil pessoas ‚ÄĒ a maioria colecionadores, atiradores e ca√ßadores ‚ÄĒ aguardam em fila para comprar as armas fabricadas pela Taurus tanto l√° como em S√£o Leopoldo, no Rio Grande do Sul. O servi√ßo de atendimento ao cliente, por telefone e e-mail, vem tendo intensa procura. A expectativa da empresa ga√ļcha √© que a demanda por seus produtos aumente exponencialmente ap√≥s a regulamenta√ß√£o do decreto. Nada que afete o movimento das m√°quinas: a Taurus fabrica 4 mil armas por dia. A maior parte √© destinada a exporta√ß√Ķes. ‚ÄúO mercado brasileiro √© muito pequeno se comparado com a nossa produ√ß√£o‚ÄĚ, diz Nuhs. ‚ÄúN√£o vamos ter nenhuma dificuldade para atender a todos os brasileiros.‚ÄĚ A fila de clientes interessados em se armar, segundo Nuhs, n√£o para de crescer.

Como o senhor recebeu as altera√ß√Ķes, feitas nesta semana, no decreto que facilita o porte de armas? Houve alguma frustra√ß√£o por parte do senhor com as √ļltimas altera√ß√Ķes?

Em hipótese alguma. Acho que o que vocês não estão entendendo é que a Taurus é uma empresa global. Se vai haver mais um calibre ou menos um calibre no Brasil, isso não tem nenhuma relação com o resultado efetivo da companhia. Isso tem relação, sim, com a nossa relação com os nossos clientes no Brasil. Mas era frustrante ter um portfólio de produtos com mais de 500 itens, que a gente exporta para o mundo inteiro, e poder vender aqui no Brasil praticamente dois calibres, o 38 e o 380. Com essa abertura, para nós é espetacular, fantástico. Podemos oferecer aos clientes do Brasil todo o nosso portfólio. Nós temos revólveres do calibre 22 ao calibre .50, pistolas do calibre 22 até o calibre 45. Temos a linha de armas táticas, fuzis e metralhadoras, assim como armas longas de caça e esportivas. Desse portfólio todo, a gente continua ofertando só os calibres ainda permitidos na lei anterior até o decreto ser regulamentado. Mas o que nos empolga é poder ofertar, em breve, todo o portfólio da companhia aos clientes brasileiros. Se entrar ou sair mais um calibre, não muda a vida da Taurus em absolutamente nada.

A expectativa inicial era vender ao cidadão comum até mesmo o fuzil T4, de calibre 556, feito pela Taurus. No entanto, houve uma reação negativa da sociedade e a venda do fuzil acabou sendo revista e proibida para o cidadão comum...

Eu n√£o vejo dessa forma, n√£o houve uma rea√ß√£o da sociedade. Houve uma rea√ß√£o de algumas ONGs desarmamentistas que sempre fizeram isso, que sempre controlaram esse assunto aqui no Brasil, at√© pouco tempo atr√°s, porque a popula√ß√£o em si, no meu entendimento, estava festejando. O cidad√£o de bem... Houve um referendo popular em 2005 e uma parcela de quase 60% da popula√ß√£o optou pelo direito √† leg√≠tima defesa. Isso √© um fato, √© a realidade. Existe uma meia d√ļzia de ONGs no Brasil que s√£o contra isso, e eu respeito. Cada um tem o direito de pensar, isso √© livre. Apesar de ser presidente de uma empresa de armas, nunca preguei o armamentismo. Mas se ela quiser ter uma arma de fogo, ela tamb√©m deve exercer seu direito. Coisa que n√£o podia fazer at√© pouco tempo atr√°s. Claro que, para ter uma arma de fogo, √© preciso estar preparado para isso. E existe um protocolo. A legisla√ß√£o brasileira √© extremamente completa neste aspecto.

O senhor concorda com a venda de fuzis calibre 556 para o cidad√£o comum?

Se ele estiver qualificado, se cumpriu todas as exigências, sim. Mas é preciso se preparar para isso. As pessoas precisam estar qualificadas. Nós temos instrutores e armeiros credenciados no Brasil inteiro para que as pessoas interessadas em exercer a legítima defesa possam se qualificar.

O senhor chegou a comentar que existe uma fila para comprar o fuzil T4. Com as altera√ß√Ķes no decreto, elas n√£o ter√£o mais acesso a esse tipo de arma‚Ķ

Por que não? A grande maioria dessas pessoas são CACs [colecionadores, atiradores e caçadores]. Em todas as minhas entrevistas, digo que o desejo de todos os CACs do Brasil é um T4. Teremos de esperar um pouco mais porque existe um prazo de até 60 dias para o regulamentar o decreto. Mas a expectativa é muito grande. Basta ver em qualquer fórum do segmento na internet. Temos uma fila com quase 3 mil pessoas interessadas no fuzil T4.

A produção nas fábricas da Taurus já aumentou?

Temos uma capacidade de produção extremamente superior ao consumo no Brasil. Podemos chegar a 4 mil armas por dia no Brasil, além da fábrica nos Estados Unidos. Nossa política é dar prioridade ao mercado brasileiro. E, por coincidência, estamos transferindo nossa fábrica da Flórida para a Georgia, que vai duplicar nossa capacidade de produção nos Estados Unidos.

Com as recentes mudanças na legislação, qual a expectativa de venda da Taurus para o mercado interno?

Alcan√ßamos uma receita l√≠quida de R$ 250 milh√Ķes no primeiro trimestre de 2019, 9% acima do resultado do √ļltimo trimestre de 2018. N√£o temos como fazer previs√Ķes porque, de fato, ainda n√£o mudou nada.

Como o senhor recebeu a abertura do mercado e a possibilidade de importação de outras armas produzidas fora do país?

Estamos acostumados a enfrentar concorr√™ncia. Participamos de licita√ß√Ķes p√ļblicas em v√°rios pa√≠ses.

As a√ß√Ķes da Taurus est√£o em alta, mas analistas ressaltam que a d√≠vida da empresa continua alta...

Nossa d√≠vida foi totalmente renegociada. √Č uma d√≠vida em d√≥lar, ent√£o varia de acordo com o d√≥lar, mas √© de aproximadamente R$ 900 milh√Ķes. A gente paga todos os meses, n√£o tem nada atrasado desde a renegocia√ß√£o. N√£o devemos nada para fornecedores, n√£o devemos impostos, a companhia est√° em dia. Existe um planejamento estrat√©gico para reduzir a d√≠vida. Disponibilizamos dois ativos para venda, um terreno da antiga f√°brica em Porto Alegre e uma empresa de capacetes de motocicleta que √© rent√°vel e importante. E temos o processo de subscri√ß√£o de a√ß√Ķes que foi lan√ßado no ano passado. A m√©dio ou curto prazo, isso tudo vai trazer a d√≠vida para um patamar que a companhia vai suportar tranquilamente.

Alguns especialistas afirmam categoricamente que mais armas nas ruas produzirão mais mortes e mais violência. O que o senhor pensa sobre isso?

O que seria do mundo se todos tivessem a mesma opini√£o? Mas acho que n√£o √© verdade. E a maioria da popula√ß√£o brasileira acha que ter uma arma para sua defesa, para sua prote√ß√£o, do seu patrim√īnio e da sua fam√≠lia, √© importante. Fa√ßo parte desses 64 milh√Ķes de brasileiros que votaram a favor de teemr uma arma para leg√≠tima defesa.

O senhor tem posse e porte de armas?

Eu não gostaria de responder a isso, até por uma questão de segurança.

O senhor tem arma?

N√£o vou te responder.

FONTE: https://epoca.globo.com/fila-de-espera-por-novas-armas-nao-para-de-crescer-diz-presidente-da-taurus-23689309

 

 


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