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Aniam
11/12/2012

DESARMAR O CIDADÃO É DAR MUNIÇÃO PARA O CRIME

Lá vem mais uma atividade do Ministério da Justiça para sensibilizar os brasileiros: a campanha do desarmamento. Com a ideia de “Proteja sua família. Desarme-se”, serão exibidos, em veículos de comunicação e locais públicos, depoimentos, baseados em fatos reais, de pais que perderam seus filhos devido aos disparos de armas de fogo. E, ao ler isso, a única coisa que me passa pela cabeça é: até quando vão insistir no erro?

Para início de conversa, a solução para a criminalidade não está na entrega das armas. Até mesmo porque a campanha só desprotege o cidadão comum, enquanto os responsáveis pela violência seguem cada vez mais armados. Ou, por acaso, o super traficante lá do morro vai entregar o seu aparato bélico digno de eclodir a terceira guerra mundial e de dar inveja aos retratos da sétima arte? Com certeza, não. Se o objetivo é combater a violência, é preciso mirar na essência: na educação do povo.

É claro que esse não é um problema que se resolve da noite para o dia: é um investimento a longo prazo. Mas, tampouco, desarmar os cidadãos é o caminho para garantir a paz. Sou a favor, sim, que, quem julgar necessário, tenha uma arma para se proteger. O governo exalta os casos de perdas por armas de fogo, mas esquece os tantos outros em que as famílias tiveram suas casas invadidas por criminosos, foram roubadas, estupradas e assassinadas. É justo impedir que tenhamos o direito de nos defendermos?

Certamente, o caminho para a paz não é o troco na mesma moeda e a violência gera mais violência. Mas, pensemos um pouco: você é um pai de família, tem filhos pequenos e está dormindo tranquilamente em casa quando percebe que tem alguém rondado o seu lar. O que você faria? Iria esperar quem para lhe defender? Não estou sequer entrando no mérito de atirar na outra pessoa, mas de impor respeito, de assustar, de espantar o perigo. Se alguém ameaçasse a sua família, você manteria o discurso de que estar desarmado é a solução?

No meu ponto de vista, essa campanha é furada. Quem precisa ser desarmado, não será. O mais engraçado é que, muitas vezes, as armas retiradas do cidadão, trabalhador, pai de família, vai parar na mão da bandidagem. Como ela chega lá, ninguém nunca sabe explicar. Desarmar, nessa proposta, apenas torna as vítimas mais suscetíveis e, nem de longe, elimina o risco de pais perderem os filhos pelos disparos. Principalmente, porque os criminosos sabem que a comunidade está sendo desarmada, ou seja, mais tranquilidade para eles cometerem seus delitos. Cada um usa as armas que têm: inclusive, a ignorância.

Daniele Freitas
http://rdplanalto.co m/desarmar-o-cidadao-e-dar-municao-para-o-crime/

 

 


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