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Aniam
25/09/2019

ALTERAçãO DO ESTATUTO DO DESARMAMENTO é ACOMPANHADA PELOS MORADORES DE áREAS RURAIS NO ALTO TIETê

Eles afirmam que arma pode ajudar na segurança de propriedades. Para conseguir a posse, interessado precisa passar por avaliação psicológica e curso de tiro.

Moradores do Alto Tietê que vivem em áreas afastadas dos centros urbanos acompanharam com atenção a alteração do estatuto do desarmamento de 2003, com a ampliação da posse de arma em propriedades rurais. O projeto foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro na última semana.

Com isso, o produtor rural que tenha posse de arma de fogo pode andar armado em toda a extensão da propriedade. O texto, porém, não muda os requisitos para a compra da arma. Antes, o armamento era permitido só dentro da sede da fazenda.

Para conseguir a posse, o interessado precisa passar por uma série de avaliações, como psicológica, e fazer também um curso de tiro.

Roberto Kobayashi mora há 40 anos na zona rural de Suzano. Ele tem um sítio de cerca de 38 mil metros quadrados no bairro Rio Abaixo.

Cerca elétrica, dez cães, câmeras de monitoramento e um drone ajudam na segurança dele e da família, que já foi vítima de assalto. “Quem mais sofreu foram meus pais que são traumatizados até agora”, explica Kobayashi.

Desde então, a família aumentou os investimentos em segurança, o que tem sido comum neste tipo de propriedade, que ficam em áreas grandes, afastadas uma das outras e quase sem movimento.

“Já fomos assaltados na entrada da propriedade. Já roubaram motocicleta do meu vizinho”, afirma o químico Paulo Sérgio Arnaldo.

Quando um carro diferente aparece, logo aciona o sinal de alerta de quem mora na região. Foi assim no dia 12 de julho. O aviso foi parar em um grupo de troca de mensagens que reúne moradores de quatro bairros rurais de Suzano e policiais militares.

Apesar desses cuidados e parcerias, como a insegurança ainda é grande nessas regiões, muitos produtores rurais são à favor de ter uma arma em casa.

“Aqui é uma área um pouco mais afastada para dar resultado mais rápido e proteger a família. Na verdade tinha visão diferente sobre a posse da arma. Eu pensava que era só ter. É muito complexo, eu aconselho todos a terem um curso de como manusear a arma”, diz Kobayashi.

O químico Paulo Sérgio Arnaldo também é à favor da posse da arma em propriedades rurais. “O bandido sabendo que dentro da propriedade pode ter alguma coisa ele pensa duas vezes. Hoje ele não tem medo. A partir do momento que ele sabe que pode enfrentar uma arma, ele vai pensar duas vezes.”

Requisitos para posse
Mesmo com a mudança na lei, não é simplesmente comprar uma arma e sair atirando. Para conseguir posse do armamento, o produtor rural precisa passar antes por uma série de avaliações.


O curso de tiro é só uma das exigências. “Ele precisa ter acima de 25 anos, fazer uma prova psicológica, precisa ser idôneo, faz o curso de tiro, faz a prova escrita e, se passar, consegue ter a posse da arma”, explica o instrutor de tiro Márcio Fernandes.

Um curso básico dura oito horas e ensina o aluno a manusear o armamento, explica as regras de segurança, de balística e manutenção da arma.

Da aula, o aluno sai apto para atirar. Porém ter uma arma nas mãos é uma responsabilidade grande. Ela deve ser usada com cautela e depois de muito treinamento.

O instrutor explica ainda que essa emenda na lei libera a posse de arma. O que é diferente do porte, que permite transportar uma arma pra fora da propriedade.

Pelo decreto, qualquer arma de calibre permitido pode ser usada na área rural. Porém, algumas, segundo Fernandes, são mais indicadas para proteção em longas distâncias, como a espingarda. “Depende do perfil do produtor. Pode usar armas curtas ou longas para áreas maiores.”

Avaliação para autorização
Rosângela Perrella é psicóloga credenciada pela Policia Federal para fazer a avaliação psicológica dos interessados em ter arma. “Fazemos testes com os interessados. E neles são avaliados fatores como memória, atenção e personalidade. Para isso são usados diferentes instrumentos.”

Rosângela observa que quando houve a notícia sobre a mudança do estatuto, houve um aumento na procura pelos testes, mas agora o cenário mudou. ''Em um primeiro momento houve um interesse geral por acreditarem que poderiam ter a arma ou prática do tiro esportivo. E, depois, viram que existia uma avaliação. Com isso diminuiu a demanda inicial. Eles entenderam que existem uma série de quesitos a serem preenchidos para quem deseja a posse.”

Segundo a psicóloga, no consultório dela mensalmente de 10% a 15% das pessoas atendidas são classificadas como inaptas. ''Mas elas podem fazer uma nova avaliação depois de 30 dias com outro profissional.''

Fonte: G1

 

 


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